Book Haul Retroativo: Janeiro de 2015

Apesar de eu ter começado esse blog somente no meio do último semestre de 2015, não acho justo deixar para trás tudo que aconteceu antes da minha estréia. Considerando que começamos um novo ano, vou fazer um Book Haul retroativo. Mensalmente divido em dois posts, explico o que comprei em Janeiro de 2015 e Janeiro de 2016.

Janeiro de 2015:

TEMPO_E_DINHEIRO_1336092650BTempo é DinheiroLionel Shriver

Estou lendo esse livro agora. De. Novo.

A minha primeira aquisição do ano passado foi da minha autora preferida, Lionel Shriver. Eu era bem mais nova quando peguei esse livro pela primeira vez, na Biblioteca de São Paulo e, apesar do tema ligeiramente mórbido, mais voltado para a sick-lit, eu me apaixonei pelo estilo de escrita de Shriver. Na minha opinião, em termos de ironia e escrita seca, completamente nua, não existe ninguém melhor que ela.

Depois desse tomo, fui atrás de outros, para descobrir mais sobre o que havia dentro da cabeça de Lionel Shriver. Diante disso, descobri vários outros volumes, os quais comprei sem hesitar. Veio “Precisamos falar sobre Kevin”, “O Mundo Pós-Aniversário”, “Grande Irmão” e ainda os outros livros dela que preciso ler.

Mas “Tempo é Dinheiro” foi a porta de entrada. Farei review dele aqui no blog.

Sinopse:

‘Shep Knacker sempre economizou para a “Outra Vida”: um retiro idílico no Terceiro Mundo, onde um modesto pé-de-meia poderia durar para sempre. Os engarrafamentos de Nova York seriam substituídos por tempo para “falar, pensar, ver e ser” – e por horas de sono suficientes. Quando ele vende sua empresa de consertos domésticos por um milhão de dólares, parece que seu sonho finalmente será realizado. Ainda que Glynis, com quem é casado há 26 anos, sempre arrume desculpas e diga que nunca é o momento certo para partirem. Cansado de trabalhar como um peão para o idiota que comprou sua companhia, Shep anuncia que está de mudança para uma ilha na Tanzânia, com ou sem a esposa.
Recém-chegada de uma consulta médica, Glynis também tem um anúncio a fazer: Shep não pode ir a lugar algum. Ela está doente e precisa desesperadamente de seu plano de saúde. Mas o convênio cobre apenas parte das despesas incrivelmente altas do tratamento, e o pé-de-meia de Shep para a Outra Vida parece se desfazer a cada dia.
Um romance brutalmente honesto, Tempo é dinheiro acompanha as transformações de um casamento que é posto à prova ao mesmo tempo que se fortalece com as exigências de uma doença grave, e se revela uma inesperada oportunidade para a ternura, a renovação da intimidade e o humor ácido. Em uma pesada crítica aos sistemas de saúde, Lionel Shriver se atreve a fazer a temida pergunta: quanto custa a vida de uma pessoa?’

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A Noite Devorou o MundoPit Agarmen

O segundo e último livro que eu comprei em Janeiro foi uma viagem para uma filosofia da sociedade atual e, aproveitando o ensejo contemporâneo, se utilizou de um aspecto de obsessão presente que está em tudo quanto é canto: zumbis.

Leitura rápida, mas impactante. Não deixa de ser verossímil por se tratar de um apocalipse zumbi.

Eventualmente, chegarei a fazer a resenha desse volume aqui no blog.

Só não vou dizer que recomendo a todos. É o tipo de leitura que quem gosta tem uma tendência para a solidão e a melancolia, afinal, é sobre um cara que sobreviveu ao apocalipse e agora vive sozinho, tentando sobreviver. Ele não é herói, tampouco seria o centro de uma história como “The Walking Dead”. A filosofia fala mais alto aqui.

A humanidade estava em decadência e a extinção era apenas uma questão de tempo. Mas a natureza não quis esperar. Uma epidemia atacou os seres humanos e os transformou em criaturas demoníacas, famintas, com predileção pela carne humana. No mundo inteiro, as pessoas estão se transformando em zumbis. Antoine Verney é um sobrevivente e o anti-herói por excelência do livro de Pit Agarmen, pseudônimo (e anagrama) do escritor Martin Page, autor de Como me tornei estúpido. Neste inusitado romance, Page faz uma fábula sobre a sociedade de consumo e a apatia que transformou a todos em mortos-vivos, destilando a melancolia e a ironia que marcam a sua obra.
No livro, Antoine desperta de uma bebedeira em um apartamento vazio, com um morto na sala e sinais de luta pelos aposentos. Por mero acaso, seu porre memorável e a capacidade de não se fazer notar salvou sua vida. Ele não fica tão surpreso assim. Afinal, há muito tempo que a humanidade atingiu o último estágio da decadência, da selvageria e da crueldade.
Enquanto os zumbis lotam as ruas de Paris, Antoine pensa estar seguro em um luxuoso apartamento com vista para Montmartre. Assim como um Robinson Crusoe moderno, Antoine aprende a sobreviver e a enfrentar a solidão. O estigma de ser o último ser humano paira sobre sua cabeça, e a dor e o pânico de uma vida inútil ameaçam a sua lucidez. Armado com um rifle, ele se surpreende ao descobrir que pode matar e que ainda possui talento para isso. E é nesta descoberta e na invenção de uma nova vida que encontra forças para não enlouquecer e seguir adiante.
Em A noite devorou o mundo, Agarmen mostra como é possível contar uma assustadora história sem perder o lirismo e o humor. Um livro capaz de surpreender os mais empedernidos fãs dos zumbis.

O mês de Janeiro, portanto, fechou com essas duas aquisições. Ótimas, por sinal.

Para falar a verdade, fiquei bem dentro do orçamento, que estabeleço em três livros por mês, cumulativamente.

Ambos tomos já foram lidos, para não me desgraçar mais ainda.

Até a próxima,

C.R.

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